sábado, 30 de maio de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Onde estás
Escorrem-me tintas cinzentas
pelos dedos gelados…
Cada gota manchada no rosto
seca-me os poros febris
numa dor muda,
silenciada pelo grito da tua ausência…
Onde estás tu,
entre o nevoeiro cerrado
que deixaste atrás de ti,
entre as cores da paleta,
que só conhecem o cinza…
Onde estás tu?
Quando olho para a tela vazia, nua…
Branco, só branco…berro ensurdecedor...!
quarta-feira, 27 de maio de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Almofada
sexta-feira, 22 de maio de 2009
terça-feira, 19 de maio de 2009
Tua
Luz de água
pinta-me as pálpebras cansadas,
humedece-me as pestanas
num fio prateado e macio!
Brisa nocturna
afaga-me o rosto dorido,
enrola-me os cabelos negros
e desliza-me pelo decote escondido
numa carícia quente e doentia!
Desaperta-me a blusa justa, suada…
Refresca-me a pele febril,
suga-me a alma dos poros
que se abrem nus para ti..
Dou-te de beber esta noite!
Solto o meu suco
e rego as tuas vísceras erectas…
Sou tua!
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Raquel Freire na Mostra de Curtas de SJM
"Fiz este filme com as cores do amor, não o amor cor-de-rosa dos contos de fadas da televisão, fiz com o amor-vermelho-sangue da vontade e do desejo, com o amor-sujo da dignidade da faca na liga, o amor-negro do abandono, o amor-roxo da rejeição, o amor-fogo dos que ardem, o amor-amarelo da partilha das noites de insónia, o amor-verde dos vómitos da bílis, o amor-castanho das tripas de fora, o amor-vermelho-escuro das hemorragias e dos recomeços", diz sobre a sua última longa-metragem “Veneno Cura” (2007).
Chamaram-lhe “generala vermelha” nos tempos de faculdade, foi contra a praxe e por isso realizou “Rasganço” (2001), a primeira longa-metragem que a consolidou como cineasta, depois da sua primeira curta “Rio Vermelho” (1999).
É cineasta-activista, porque a arte tem um dever pessoal e social: reivindicar um mundo melhor, curar desilusões e sofrimentos, construir sonhos e guiar Raquel nesta jornada de imagens que formam a sua realidade utópica.
Cita Caetano Veloso, para sublinhar que “de perto ninguém é normal” e provou como o “Veneno Cura”: sofreu por Amor, mas nele encontrou o antídoto. Com “Rasganço” aprendeu a amar!
Debate-se pela igualdade de géneros e no próximo filme questiona “o que é ser mulher e o que é ser homem, a heterossexualidade, a homossexualidade, a homoparentalidade como cultura dominante e todas as formas de viver o amor que fogem à norma”.
É com suor, lágrimas, amor, desejo, revolução e sonhos que Raquel escreve os seus guiões. Ardem, ferem… mas curam! A cineasta portuense, agora a morar em Lisboa, não quer ser polémica, não pretende chocar, mas não se abstém de exprimir os seus ideais e sentimentos por questões “morais”.
Mais informações sobre Raquel Freire:
www.myspace.com/raquelfreire
www.myspace.com/venenocura
www.youtube.com/VENENOCURA
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Está nas nossas mãos
... mudar a cor das lentes com que vemos o mundo, as mãos com que moldamos o barro da nossa existência, os pés com que avançamos e recuamos...
Está nas nossas mãos... perder as lágrimas ou guardá-las nos recantos dos lábios, para lhes saborear a textura macia e salgada...
Look no further... it's in our hands...
quinta-feira, 14 de maio de 2009
SENTIDOS em poesia e fotografia
Este sábado, dia 16, termina a digressão "SENTIDOS": 16h30, na biblioteca municipal de Mortágua.
É uma colectânea de 44 poemas, 56 fotografias e quatro pinturas da autoria de 26 autores, vindos de vários pontos do país, em que eu também participo :) no capítulo poético.
O prefácio da secção de poesia é assinado pelo poeta e escritor José Fanha, segundo o qual “Escrever é uma festa, uma aventura, um mergulho, um arrepio, uma viagem. Escrever é uma cana de pesca que lançamos … e que nos traz emoções, ilusões, utopias”.
Os poemas “acordam rumores, trazem chuva, falam de ausências e de dores (..) Escavam sentidos na pedra bruta, abrem caminhos diferentes, fazem com que a poesia nasça uma vez mais e se afirme em toda a sua luz”, escreve Fanha.
A fotografia é apresentada por Vítor Almeida, professor de Cinema e Vídeo da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
Autores dos poemas:
Daniel Camacho (Braga), Débora Regadas (S. João da Madeira), “J” (Lisboa), Linda Neto (Setúbal), Luís Sebastião (Santa Maria da Feira), Maria Vieira (Santa Maria da Feira), Marco Tavares (Vale de Cambra), Rosa Familiar (Santa Maria da Feira), Salomé Pinto (S. João da Madeira), Sérgio Santos (S. João da Madeira), Victor José (Vale de Cambra).
Autores das fotografias e pinturas:
Ângela Almeida (Santa Maria da Feira), Carlos Abreu (Aveiro), Daniel Bastos (S. João da Madeira), Ed Von Ems (Mealhada), Fernando Inácio (Mortágua), Filipe Santos (S. João da Madeira), Filomena Tavares (S. João da Madeira), Joaquim Fial (S. João da Madeira), Prata dos Reis (Celorico da Beira), Maria da Glória (Vale de Cambra), Patrice Almeida (S. João da Madeira), Pedro Bastos (Arouca), Rodrigo Silva (Vila Nova de Gaia), Rui Pires (Ílhavo), Vitor Garcia (Coimbra)
Patrocinadores:
AssimDesign, CaféZubel, Caixa Agrícola, Câmara de SJM, Associação Cultural "Teia dos Sentidos"
Não é a primeira vez que este grupo se aventura numa publicação em edição de autor. Em 2007, lançou "Simbiose", onde a fotografia e a poesia coexistem simbioticamente. Em "Sentidos" esta relação é eliminada, para deixar cada texto e cada imagem respirar livremente.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Sonho

domingo, 10 de maio de 2009
The Dull Flame of Desire
quinta-feira, 7 de maio de 2009
2 Hearts
terça-feira, 5 de maio de 2009
Sinestesia
domingo, 3 de maio de 2009
The Gravity of Love
sábado, 2 de maio de 2009
Purificação
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Aguarela
dançam-me na íris escura,
desenham caminhos fantasma,
portas que se abrem vazias…
Pálpebras de luz e água