terça-feira, 28 de setembro de 2010

Saio















Em cada ramo dobra-se, fugidia,
a luz mortiça do final do dia.
Recolhem-se as conversas e as brincadeiras de rua..

Saio por esta porta, decidida!

Perpasso o jardim de madressilvas, jasmim e rosas,
nos dedos escondo esse aroma de veludo...
engulo o ar frio da noite que se inicia
e mergulho no oceano prateado da Lua!

Enrosco-me na areia fofa,
embalada pela melodia das folhas...
o chocalhar sereno e grave dos búzios
nos meus pulsos magros
e o cântico dos rouxinóis
baloiçando no cimo das árvores...

Parto para onde os sonhos governam
e a terra comanda a vida!

1 comentário:

  1. Gostei muito deste teu poema...

    Beijo,
    José Carlos.

    ResponderEliminar